domingo, 14 de agosto de 2016

O fogo de Deus

Dia dos Pais! Data bonita para alguns e triste para outros. É bom quando há o que comemorar; quando há alegria, gratidão e respeito. Em Lc 12, 49, Jesus anuncia que veio pôr fogo na terra e esse versículo faz parte de um texto difícil de entender. Cremos e anunciamos um Jesus bondoso e carinhoso e temos dificuldade para ouvir palavras desse tipo.
Talvez, muito mais do que prevendo o futuro, Jesus já no seu tempo estava analisando a realidade... Não há família perfeita e não há pais perfeitos; somos parte de comunidades imperfeitas, com fé imperfeita, mas somos todos filhos de Deus. E o que Jesus quer dizer com “pôr fogo na terra” não é que vai jogar os imperfeitos no fogo! Longe disso... O fogo a que Jesus se refere é o fogo do Espírito Santo; através do fogo do Espírito Santo somos motivados a servir e amar.
Que neste Dia dos Pais, o fogo de Deus queime em muitos pais o autoritarismo e o abuso de poder; que o fogo de Deus impulsione todos os pais a assumir com seriedade a tarefa da paternidade e para viver o amor incondicional aos filhos que Deus colocou a seus cuidados.
Marcia Blasi



FELIZ DIA DOS PAIS!

domingo, 7 de agosto de 2016

Grande recompensa

O mundo estava praticamente recomeçando depois de duas catástrofes: o dilúvio e a queda da Torre de Babel; a vida de Abraão marca essa nova história. Deus, que por ocasião do dilúvio se arrependeu de criar o ser humano, agora deseja abençoá-lo de forma especial a partir de Abraão.
Deus promete abençoar Abraão de todo perigo (Gn 15, 1) e dar-lhe um filho em sua velhice, mesmo sendo Sara estéril; a sua família seria abençoada e mais numerosa que a soma das estrelas no céu. Curiosamente, o grande homem de Deus, que seria pai espiritual da humanidade salva, tem dificuldade para aceitar que isso seria possível.
Independente de Abraão e de suas inseguranças, Deus recompensa-o, dá-lhe um filho biológico e, a partir dele, muitos filhos espirituais; eu sou um deles e imagino que você, também. E, assim como Abraão, temos dificuldades para crer nas alianças e promessas que Deus nos faz, pois facilmente descumprimos aquelas que fazemos. É por essa razão que Deus insiste em falar conosco através de sua Palavra: Ele quer renovar em nós o que nos diz e promete.
Roberto Kunzendorff Jr.

domingo, 31 de julho de 2016

O que vale a pena?

Em certa ocasião, um advogado experiente confidenciou-me que agiu inúmeras vezes mais como conselheiro do que como advogado; ele relatou  que diversos problemas relacionados à herança entre irmãos não se resolvem com a frieza da lei: é preciso mexer no coração e na mente das pessoas que colocam os bens acima dos relacionamentos e da qualidade de vida. Jesus chamou isso de avareza (Lc 12, 13-21).
E, por causa da avareza famílias se separam, irmãos não se falam, vizinhos brigam, mães e pais idosos são esquecidos em asilos... A verdadeira vida não depende das coisas que se têm, mesmo que sejam muitas. O que adianta gastar anos de nossa vida acumulando tesouros? Hoje mesmo podemos morrer... Qual é o sentido de nossa existência?
Há pessoas que não conseguem descansar em paz pelas inúmeras desavenças de suas vidas... Pessoas que precisam reconciliar-se, precisam desapegar-se das seguranças que nada garantem para perceber o essencial. Sofrer por bens materiais e por justiça em causa própria é desperdiçar o tempo do qual nem sempre podemos dispor e, portanto, não vale a pena!
Da vida o mais importante não é o que se leva, mas o que deixamos no coração das pessoas. Por isso, coloque o seu coração e as suas forças naquilo que as traças não comem e o fogo não consome.
Anelise L. Abentroth  

domingo, 24 de julho de 2016

Enraizados com Cristo

Na vida temos incertezas; às vezes somos surpreendidos, e planos têm um fim ou precisam ser refeitos: nessas horas, podemos ser como uma folha seca ao vendo ou como uma árvore sem raízes profundas.
Paulo, o apóstolo, amava as comunidades que se constituíam com a pregação do Evangelho e Colossos era uma delas. Ele sentia, porém, o perigo dos recém-convertidos à fé cristã serem levados por alguma doutrina que contradizia o Evangelho e orientava a comunidade para não se iludir com visões e sonhos de algumas pessoas, porque a realidade é Cristo.
Em Colossenses 2, 6-15, Paulo nos aconselha a estar enraizados em Cristo, a construir a nossa vida sobre Ele. Para essa construção, e para manter o foco do que queremos teremos pedras a carregar, estradas a limpar e sentimentos a trabalhar, mas, não motivos para insegurança e para duvidar do amor de Deus. Que nada nos separe do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo!
Angela Lenke

domingo, 17 de julho de 2016

Acolhimento e entrega

Jesus é acolhido na casa de Marta e de Maria. Para o mundo que sofre de individualismo, a hospitalidade faz parte do novo mandamento de Jesus; quem acolhe, especialmente o pobre e necessitado, acolhe o próprio Cristo.
Na hospedagem do Senhor, Marta se preocupa demais em preparar tudo, enquanto Maria fica aos seus pés para ouvir suas palavras; Marta não percebeu que Jesus chegou em sua casa mais para alimentá-la do que para ser alimentado.
Nós somos Marta e Maria e aquela casa representa a Igreja, nossa família e nossa vida. Mesmo na missão cristã corremos atrás de muitas coisas; coisas legítimas, mas não esqueçamos o convite de Jesus de buscar com menos dispersão o “único necessário”, o que ninguém nos poderá tirar: o alimento da sua Palavra!
Frei César Külkamp

domingo, 3 de julho de 2016

Alicerces da Igreja

Hoje, solenidade de São Pedro e São Paulo.
Pedro: homem simples, pescador, conviveu com Cristo por um bom tempo; Paulo: homem culto, doutor da Lei, passou por uma grande experiência de fé. Ainda que as duas histórias sejam diferentes, ambos contribuíram significativamente com o nascimento da Igreja Cristã. Percorreram caminhos distintos no anúncio do Evangelho, mas ambos eram movidos pelo mesmo amor, pelo mesmo Espírito.
Como é difícil realizar um trabalho quando faltam pessoas para ajudar! Uma empresa sem mão de obra suficiente sofre grandes prejuízos; uma lavoura onde não há quem colha, desperdiça o seu produto. O mesmo vale para o Reino de Deus: a colheita é grande, mas falta mão de obra.
O que fazer? Antes de tudo, rezar para que mais pessoas se disponham a dedicar-se ao serviço do Reino. Em segundo lugar, ser grato pelo privilégio de poder servir. Servir a Deus é entrega total; não é uma atividade que praticamos de vez em quando, no tempo que sobra. É estar disposto a riscos e sofrimentos como ovelha no meio de lobos. A recompensa é ter o nome escrito no Livro da Vida (Ap 21,17).
Aprendamos com Pedro e Paulo; saibamos valorizar os que trabalham conosco no anúncio do Reino. Diferenças existem, mas todos podem colaborar na obra do Reino, todos tem algo a oferecer.
Jesus Cristo nos envia a anunciar a sua Palavra e a convidar outras pessoas a segui-lo também. Como você está respondendo a esse envio? Essa vitória nos é dada por aquele que nos envia e, o seu chamado para trabalhar nessa seara, é um grande privilegio!
Tiago S. Jaske

domingo, 26 de junho de 2016

Sem olhar para trás

Nos versículos de 51 a 62 do capítulo 9, Lucas nos mostra Jesus como Mestre; mas, ao contrário dos mestres terrenos, que oferecem vantagens e privilégios a seus seguidores, o Filho do Homem exige a renúncia e a adesão total e incondicional à sua pessoa e à sua mensagem.
Assim, elementos essenciais como a paciência com os que não aceitam a mensagem, o assumir sacrifícios na fidelidade à missão, o abandono de todas as relações que podem se colocar como obstáculo no caminho para Deus, são condições que os seguidores de Jesus devem, conscientemente, aceitar. Só assim, na fidelidade cotidiana, reafirmando dia a dia a resposta positiva ao chamado que um dia o Senhor nos fez, sem “olhar para trás”, estaremos colaborando para a instauração do Reino de Deus.
Frei Sandro Roberto da Costa

domingo, 19 de junho de 2016

Quem é Jesus?

O Evangelho de Lucas capítulo 9, versículos de 18 q 24 coloca no centro de nossa reflexão a pessoa de Jesus: quem Ele é e o que provoca em nós sua proposta de vida.
Terminando sua pregação na Galileia, Jesus vai com os discípulos para um lugar retirado e se põe em oração. Em seguida, dirige-se aos discípulos e pergunta: “Quem diz o povo que seu sou?” Depois da resposta dos discípulos Jesus lança a pergunta fundamental: “Vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. A resposta não era completa e Jesus revela, então, a outra faceta de sua natureza: o Filho do Homem que, em Jerusalém, deve sofrer muito, ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Os discípulos não o compreenderam e Jesus acrescenta que a sorte do discípulo não será diferente da sorte do Mestre.
A Palavra de Deus nos impele a descobrir em Jesus o “enviado” de Deus que realiza a salvação dos homens através do amor e do dom da vida; nos convida a “tomar a cruz”, a fazer de nossa própria vida em dom generoso aos outros. O caminho de Jesus não é um caminho de glória e de triunfos humanos, mas caminho de amor e de cruz; conhecer Jesus é aderir a Ele e segui-lo na entrega da própria vida, na doação e no amor servidor. Quem escuta e segue o Senhor alcança a verdadeira liberdade.
Frei Alberto Beckhãuser

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Serei sempre testemunha do amor de Deus!

domingo, 12 de junho de 2016

Falar ou calar?

Há quem se cala e é considerado sábio, e quem se torna odioso pela intemperança no falar [...] O sábio permanece calado até o momento oportuno, mas o leviano e imprudente não espera a ocasião Eclo 20,5-8.
Saber falar e saber calar; não sabemos o que será mais fácil ou mais difícil, ou mais conveniente.
Calar a seu próprio respeito é humildade; não falar de si próprio quando se sente o desejo de expor os próprios méritos ou as próprias ideias ou iniciativas, é sinal de verdadeira humildade.
Calar os defeitos alheios é caridade; não criticar os outros, suas atitudes, suas intenções, seus atos; não emitir julgamentos comparativos; não falar tanto dos outros, sempre com um desejo de crítica ou pessimismo, é certamente caridade.
Calar em tempo é prudência; não falar quando nos sentimos com o impulso da reação, quando nos vem na ponta da língua toda uma série de palavras, insultos ou afrontas - isso é prudência.
Alfonso Milagro

domingo, 5 de junho de 2016

A saúde e a fé

A maioria dos motivos pelos quais as pessoas pedem orações tem a ver com a saúde física: proteção em alguma cirurgia, cuidado em situações de perigo ou cura de alguma doença. Sempre oro por essas pessoas pedindo duas coisas: a primeira é que Deus dê ou aumente sua fé, e a segunda é a cura propriamente dita. Faço isso porque a saúde espiritual é ainda mais importante do que a saúde física. Se Deus conceder a cura da enfermidade a pessoa usufruirá dessa até os oitenta/noventa anos e depois certamente morrerá; se Deus conceder fé em Cristo, essa pessoa viverá eternamente.
 Há pessoas alegres mesmo adoentadas... Poucas horas antes de morrer, um homem no hospital disse: “Estou feliz, porque sei que vou encontrar o meu Senhor!”. Mais importante que a saúde é a fé em Jesus Cristo como Senhor. Nosso corpo e a saúde são presentes maravilhosos de Deus e, como tais, merecem cuidados. No entanto, a dádiva não pode tornar-se mais importante do que o doador.
Walter C. Beyer