domingo, 25 de setembro de 2016

Gratidão, fidelidade e confiança

O texto de Jeremias 30, 1-3; 31,1-14 nos convida a refletir sobre três palavras-chave: gratidão, fidelidade e confiança.
Gratidão, por perceber quanta coisa Deus fez por seu povo na época do profeta, mas também o que Ele continua fazendo hoje; fidelidade em meio aso desafios, pois Deus não abandona o seu povo em nenhuma situação e o que Ele nos pede é fidelidade; confiança, pois Deus cumpriu promessas do passado e cumprirá também as de agora.
Qual a nossa reação diante das situações difíceis do nosso cotidiano? Percebemos a mão de Deus a nos conduzir mesmo quando nos sentimos em meio às turbulências e tempestades da vida? Conseguimos colocar nas mãos dele as nossas preocupações e inquietações? Confiamos que Ele conduz a coisas da melhor forma? Ou preferimos buscar alternativas, atalhos e fazer as coisas do nosso jeito?
Que possamos ver e reconhecer o quanto Deus já fez por nós e o quanto Ele continua fazendo por nós todo dia e diante disso ter gratidão. Ao invés de buscarmos alternativas, vamos crer que nosso Deus é o caminho, a verdade e a vida, mantendo-nos fiéis a seus ensinamentos e confiando que, a seu tempo, as coisas se encaminharão.
Adriane L. Cassen

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Enxergar pela fé

Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?”, estava Herodes preocupado com o que Jesus fazia; Jesus sempre foi incômodo para alguns e alegria de muitos.
Só a luz da fé nos faz enxergar a verdade divina. Nossos dias marcados pela frieza e indiferença para com o que é divino, numa sociedade tecnológica e numa ciência que deseja ser a resposta de tudo, é preciso pedir a luz da fé, para que não tenhamos a mesma atitude de Herodes, que desejava ver Jesus, mas não com a intenção de discípulo.
É pela luz de Cristo que somos capazes de compreender e de enxergar a verdade do Reino de Deus.
Deus Conosco Dia a Dia

domingo, 18 de setembro de 2016

O que eu escolho?

Escolhas... A cada instante temos oportunidade de fazer escolhas. Há escolhas que trazem alegrias, bem-estar, realizações e grandes bênçãos; mas também existem escolhas que geram tristezas, derrotas e grandes desgraças.
Em Jeremias 21, 1-14, lemos que Deus coloca o rei e o povo de Judá diante de uma escolha, e, que escolha! Diz o Senhor: “escolham entre o caminho da vida e o caminho da morte”. Infelizmente, o relato do profeta Jeremias mostra que o rei e o povo já haviam escolhido o caminho da morte por ter desconhecido a Palavra e as orientações do Senhor. Como consequência, Jerusalém foi invadida e destruída, o rei e o povo aprisionados e levados para o cativeiro na Babilônia.
O convite de Deus para nós é o mesmo: escolher entre o caminho da vida e o caminho da morte. Escolher o caminho da morte significa ignorar a sua Palavra e não seguir o caminho da fé em Jesus Cristo; escolher o caminho da vida significa ouvir a sua Palavra, seguir os seus ensinamentos e ter uma existência de íntima comunhão com Ele, pela fé em Cristo Jesus, concretizada no amor a Deus e ao próximo.
Que Deus nos abençoe e fortaleça a nossa fé, para que sempre escolhamos o caminho da vida! Assim teremos uma vida abençoada aqui neste mundo e bem-aventurada na eternidade.
Valdemar Silender

domingo, 11 de setembro de 2016

Alegria nos céus

Jesus é o centro da atenção - cobradores de impostos e outras pessoas de má fama reúnem-se para ouvi-lo; surgem também os “certinhos” e questionam: o que faz um homem santo no meio de pecadores?
Para responder, Jesus fala em parábolas (Lc 15,1-10): conta sobre uma ovelha que se perde do rebanho e sobre a mulher que perde uma moeda de grande valor. Em ambas, ao encontrar o que foi perdido a alegria é grande ao encontrar. Jesus mostrou que Ele está em busca do que, aos seus olhos, é precioso para juntá-lo ao povo de Deus; Ele recupera o perdido, para que haja alegria nos céus.
Somos ouvintes de Jesus e importa ouvi-lo com atenção; entender o que Ele nos ensina e cuidar para não deixar de lado o que, aos olhos de Deus, é valioso. Jesus veio buscar e salvar o que está perdido - Ele veio para mim e para você; Ele nos procura, pois deseja o nosso bem, a nossa salvação, e que haja alegria nos céus. É com a vida, com as atitudes e a vivência da fé que respondemos quem somos e se O aceitamos.
Reneu Prediger  

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Será que somos independentes?

“Independência ou Morte” é a frase aprendida na escola como marco da autonomia do Brasil frente à Portugal. Verdade é que a exploração, a sede de poder e o esgotamento das reservas naturais persistem na Terra Brasílis desde a suposta independência; a nação segue ainda uma vida escrava, de desrespeito e de jogos de interesses egoístas.
A independência não declarada frente aos vícios e atitudes desprezíveis tem conduzido muitas pessoas à falsa segurança e felicidade; orgulhosas e prepotentes elas querem ser capa de revista, colocadas num pedestal e aplaudidas. O orgulho é o pai dessa sensação de invencibilidade e perfeição - de ser dono do mundo.
Que orgulho há num país em que as pessoas tiram os olhos de Deus e colocam-nos sobre si mesmas? O crescimento do individualismo e do bem-estar pessoal, custe o que custar, é o sintoma de que estamos longe de ser uma nação soberana, que respeita o direito de todos. Para que ser grande no olhar do outro se somos reprovados pelo olhar de Deus?
Deus age com justiça; Ele é fonte suprema de vida. Em Deus somos declarados independentes das amarras do mundo e, somente em Deus, temos plena autonomia de atuar com amor e como sinais visíveis de seu Reino.
Luciano R. Camuzi

domingo, 4 de setembro de 2016

O melhor caminho

Um filósofo disse que nossos problemas atuais não resultam da falta de conhecimento e sim de orientação; não somos ignorantes - estamos confusos. Ele tem razão: adquirir informações ficou fácil, sobretudo para quem tem acesso a internet; o que se tornou difícil é discernir entre o certo e o errado e escolher um caminho seguro.
Moisés simplifica as coisas quando diz que diante das encruzilhadas da vida temos duas opções: o caminho que conduz ao bem e à vida, com a benção de Deus; o caminho que conduz ao mal e à morte, sem a benção de Deus. Tais palavras serviram de orientação para um povo que já experimentou em sua história a mão bondosa e protetora de Deus.
A salvação foi dada, Cristo nos libertou para a liberdade; mas, para permanecer nela, duas coisas são necessárias: adorar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos. Palavras como essas, se não resolvem todas as nossas dúvidas, com certeza servem como bússola para indicar o caminho a seguir.
Verner Hoefelmann

domingo, 14 de agosto de 2016

O fogo de Deus

Dia dos Pais! Data bonita para alguns e triste para outros. É bom quando há o que comemorar; quando há alegria, gratidão e respeito. Em Lc 12, 49, Jesus anuncia que veio pôr fogo na terra e esse versículo faz parte de um texto difícil de entender. Cremos e anunciamos um Jesus bondoso e carinhoso e temos dificuldade para ouvir palavras desse tipo.
Talvez, muito mais do que prevendo o futuro, Jesus já no seu tempo estava analisando a realidade... Não há família perfeita e não há pais perfeitos; somos parte de comunidades imperfeitas, com fé imperfeita, mas somos todos filhos de Deus. E o que Jesus quer dizer com “pôr fogo na terra” não é que vai jogar os imperfeitos no fogo! Longe disso... O fogo a que Jesus se refere é o fogo do Espírito Santo; através do fogo do Espírito Santo somos motivados a servir e amar.
Que neste Dia dos Pais, o fogo de Deus queime em muitos pais o autoritarismo e o abuso de poder; que o fogo de Deus impulsione todos os pais a assumir com seriedade a tarefa da paternidade e para viver o amor incondicional aos filhos que Deus colocou a seus cuidados.
Marcia Blasi



FELIZ DIA DOS PAIS!

domingo, 7 de agosto de 2016

Grande recompensa

O mundo estava praticamente recomeçando depois de duas catástrofes: o dilúvio e a queda da Torre de Babel; a vida de Abraão marca essa nova história. Deus, que por ocasião do dilúvio se arrependeu de criar o ser humano, agora deseja abençoá-lo de forma especial a partir de Abraão.
Deus promete abençoar Abraão de todo perigo (Gn 15, 1) e dar-lhe um filho em sua velhice, mesmo sendo Sara estéril; a sua família seria abençoada e mais numerosa que a soma das estrelas no céu. Curiosamente, o grande homem de Deus, que seria pai espiritual da humanidade salva, tem dificuldade para aceitar que isso seria possível.
Independente de Abraão e de suas inseguranças, Deus recompensa-o, dá-lhe um filho biológico e, a partir dele, muitos filhos espirituais; eu sou um deles e imagino que você, também. E, assim como Abraão, temos dificuldades para crer nas alianças e promessas que Deus nos faz, pois facilmente descumprimos aquelas que fazemos. É por essa razão que Deus insiste em falar conosco através de sua Palavra: Ele quer renovar em nós o que nos diz e promete.
Roberto Kunzendorff Jr.

domingo, 31 de julho de 2016

O que vale a pena?

Em certa ocasião, um advogado experiente confidenciou-me que agiu inúmeras vezes mais como conselheiro do que como advogado; ele relatou  que diversos problemas relacionados à herança entre irmãos não se resolvem com a frieza da lei: é preciso mexer no coração e na mente das pessoas que colocam os bens acima dos relacionamentos e da qualidade de vida. Jesus chamou isso de avareza (Lc 12, 13-21).
E, por causa da avareza famílias se separam, irmãos não se falam, vizinhos brigam, mães e pais idosos são esquecidos em asilos... A verdadeira vida não depende das coisas que se têm, mesmo que sejam muitas. O que adianta gastar anos de nossa vida acumulando tesouros? Hoje mesmo podemos morrer... Qual é o sentido de nossa existência?
Há pessoas que não conseguem descansar em paz pelas inúmeras desavenças de suas vidas... Pessoas que precisam reconciliar-se, precisam desapegar-se das seguranças que nada garantem para perceber o essencial. Sofrer por bens materiais e por justiça em causa própria é desperdiçar o tempo do qual nem sempre podemos dispor e, portanto, não vale a pena!
Da vida o mais importante não é o que se leva, mas o que deixamos no coração das pessoas. Por isso, coloque o seu coração e as suas forças naquilo que as traças não comem e o fogo não consome.
Anelise L. Abentroth  

domingo, 24 de julho de 2016

Enraizados com Cristo

Na vida temos incertezas; às vezes somos surpreendidos, e planos têm um fim ou precisam ser refeitos: nessas horas, podemos ser como uma folha seca ao vendo ou como uma árvore sem raízes profundas.
Paulo, o apóstolo, amava as comunidades que se constituíam com a pregação do Evangelho e Colossos era uma delas. Ele sentia, porém, o perigo dos recém-convertidos à fé cristã serem levados por alguma doutrina que contradizia o Evangelho e orientava a comunidade para não se iludir com visões e sonhos de algumas pessoas, porque a realidade é Cristo.
Em Colossenses 2, 6-15, Paulo nos aconselha a estar enraizados em Cristo, a construir a nossa vida sobre Ele. Para essa construção, e para manter o foco do que queremos teremos pedras a carregar, estradas a limpar e sentimentos a trabalhar, mas, não motivos para insegurança e para duvidar do amor de Deus. Que nada nos separe do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo!
Angela Lenke